quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Clamem Devastação pela Glória, e a Aniquilação dos Titãs do Caos (O Esplendor de Mil Espadas Brilhando Sob o Brasão do Império Hyperboreano parte III)

[O Oráculo Pré-Diluviano:] Contemple gloriosa Hyperborea, jóia brilhante do norte; um reino coberto de éons gravado eternamente nas lendas antigas e reconhecido por seu esplendor marcial... mas ultimamente, um vento maligno susurra por seus opulentos labirintos de cidadelas de mármore...

ANTES:

Episódio I:

O Esplendor de Mil Espadas Brilhando Sob o Brasão do Império Hyperboreano


Episódio II:

O Soberano Negro do Caos é Despertado no Encantado Templo de A’zura-Kai (O Esplendor de Mil Espadas Brilhando Sob o Brasão do Império Hyperboreano parte II)

AGORA:

Clamem Devastação pela Glória, e a Aniquilação dos Titãs do Caos (O Esplendor de Mil Espadas Brilhando Sob o Brasão do Império Hyperboreano parte III)


[Altarus:] E assim, chega o fim. Você aprendeu muito, jovem Xerxes. Seu treinamento está quase completo. Os anos os quais você passou aqui no Praxedum foram árduos, mas a recompensa do aprendizado que você ganhara ultrapassa as difíceis tarefas que você agüentou. Muitas lições você aprendeu, e uma delas é que o conhecimento nunca vem sem um preço, meu neófito.

[Xerxes:] Sim, mestre Altarus. Eu segui muito bem a sua tutela, e tua sabedoria tem me sido um grande bálsamo durante as muitas provas as quais eu passei. Eu agora posso comandar as Névoas do Oráculo, e o Grande Olho do Universo se abre ao meu comando. E ainda, antes que eu seja posto ante da última inspeção dos Anciões, peço para que eu tenha permissão para olhar para a vista sideral mais uma vez, para testemunhar o resultado final do grande embate que me cativou tanto durante meus estudos no Praxeum.

[Altarus:] Ah sim... o conflito épico entre o Soberano Negro do Caos e o Herdeiro-real do orgulhoso Império de Hyperborea. Muito bem meu jovem aprendiz. Comande as estrelas para que lhe divulguem seus mistérios... olhe profundamente dentro das Névoas Incompreesíveis , e a ruínosa carnificina de A’zura-Kai será mais uma vez mostrada ante seu olhar curioso. Aye Xerxes, pela terceira vez você invocou a sitiada visão noturna de Hyperbprea... Agora preste atenção, pois a batalha final está em mãos!

Capítulo 7: A Última Batalha Contra o Caos

[Altarus: ] E um sol escarlate ergue-se lentamente sobre o Campo de Sangue... e assim estavam as pilhas-cadavéricas dos mortos que aspiravam tocar a furiosa esfera. Sombras suavemente se aproximavam e tocavam as massas de corpos dos tombados, enquanto o Rei reunia os sobreviventes da batalha contra o Caos para um último ato de desafio...

[Lord Angsaar:] Impertinentes vermes mortais! Vocês realmente aspiram prevalecer contra mim? Eu sou o Veneno dos Reis Atlantes, O Flagelo de Lemúria, Arqui-inimigo dos Imortais de UltimaThule! Muito antes do Homem ter sido expelido grotescamente do Lodo Primordial, eu travei guerra com os deuses e derrotei a eternidade!

[Altarus:] Lord Angsaar, o Soberano Negro do Caos, estava à beira da vitória suprema. Por meio de suas traiçoeiras manipulações, ele havia cuidadosamente atraído as forças de Hyperborea para a batalha no Templo de A’Zura-Kai, posicionando suas legiões de espectros vorazes contra as corajosas forças do Império Hyperboreano, e durante o combate seus agentes do mal tomaram o Nono Cristal de Mera da posse do Rei. Com as energias cósmicas do templo aumentado o poder empírio do Nono Cristal de Mera, Angsaar triunfantemente completou o rito arcano que quebraria as algemas encantadas que até aquele momento mantiveram sua encarnação fisíca confinada dentro da Camara do Sono. Invocando o portal interdimensional do qual somente o poder mistíco do Templo aliado com os encantos do Cristal poderia gerar, Angsaar canalizou sua presença demônica de sua prisão enegrecida diretamente para o visceral Campo de Sangue. E assim, o feiticiço de confinamento tecido éons atrás pela nêmese imortal de Angsaar foi quebrado, e naquele fatídico dia o temível Soberano do Caos pisou no mundo dos homens mortais mais uma vez. O Rei, ladeado pelos poucos e bravos sobreviventes do destruidor massacre dos Espectros, permaneceu desafiante ante o devastador olhar do Caos....

[Lord Angsaar:] Ah, grande Rei de Hyperborea! Minhas algemas místicas finalmente estão quebradas... Eu estou livre mais uma vez! Seu exército está perdido, seu reino é meu... ele será abençoado com a honra de ser o primeiro a cair ante meu novo massacre! Curve-se perante a mim em obediência!

[O Rei:] Nunca! Por muito tempo suas doentias maquinações pairaram como uma cortina preta sobre a gloriosa Hyperborea... você invadiu todos os meus sonhos e semeou as sementes virulentas de sua base traiçoeira dentro de minha corte. Isto acaba aqui, arce-demônio!

[Lord Angsaar:] Feh! Submeta-se a mim, jogue sua espada ao chão! Obedeça e eu prometo que sua morte será rápida, se não completamente desprovida de sofrimento!

[O Rei:] Eu o desafio!

[Lord Angsaar:] Hyperborea cairá! Sua corte se tonará o coração de meu novo domínio! Seus súditos se tornarão meus lacaios, portando as gloriosas ações de minha soberania com um doce louvor em seus lábios!

[O Rei:] Eu sempre irei te desafiar!

[Lord Angsaar:] Então sua dor irá encravar uma nova lenda de sofrimento nos obeliscos noturnos das Trevas Exteriores, e nem mesmo esta maldita lâmina adamantina de aço negro te salvará! Morra!

[O Rei:] Então, começa a batalha final! Para o combate nós avançamos! Pela eterna glória de Hyperborea!

[Altarus:] E o Soberano do Caos invocou os remanescentes de sua horrenda horda-espectral, comandando o profano exército a mais uma vez se jogar como uma maré negra contra as agora ensangüentadas, porém ainda afiadas, lâminas de aço dos destemidos sobreviventes de Hyperborea. Com os encantos do Nono Cristal ainda crepitando no ar próximo ao Templo, as incorpóreas manifestações dos espectros estavam mais uma vez transmutando-se em pseudo-carne escamosa, vulneráveis ao toque das lâminas dos esgotados companheiros de guerra do Rei. Mobilizando suas tropas novamente, o Herdeiro Real de Hyperborea partiu para dentro das massivas hordas do mais baixo nível do terror, sua encantada lâmina escura decepando centenas à esquerdae centenas à direita, deixando uma nociva e viscosa trilha de demônios esquartejados em agonia. O Arce-Espectro de Lord Angsaar, aquele mesmo horror bestial que atacara o Rei e tomado o Cristal de Mera de seu punho metálico, mergulhou gritando do céu escarlate em uma tentativa de extinguir a força-vital do monarca Hiperboreano, mas a benfeitora lâmina do Rei foi mais rápida, e com um clarão de uma nociva luz verde e um pouco de fumaça, a cabeça do Arce-Espectro rolou pela terra encharcada de sangue, sua face estupefada eternamente congelada numa grotesca paródia de “desmorte” . E mais uma vez, como uma purificante tempestade de fúria e justiça, os heróis de Hyperborea descarregaram seu aço frio e sua disciplina marcial sobre os cães uivantes do Caos.

[Xerxes:] E ainda assim eu percebo que os números da horda dos espectros estavam sendo reforçados pelas magias do renascido Soberano do Caos... para cada temível horror cortado por uma lâmina Hyperboreana, mais três eram invocados das Trevas Exteriores pelas maquinações de Angsaar. Até mesmo a coragem e a severa determinação da valente tropa do Rei não poderia esperar prevalecer contra tão esmagador inimigo. Mas a última, a melhor esperança ainda restava, fortemente apertada pelo punho do Rei! A Espada das Sombras!

[Altarus:] Sua percepção é clara, jovem Xerxes. A essência vital do arqui-inimigo de Angsaar ainda estava presa no interior da espada estígia desde do último embate cataclismíco entre os dois, muitos éons atrás, e esta peça de aço negro falou mais uma vez com o Rei na mesma antiga língua morta que ardera em sua mente nas profundezas interiores das Montanhas dos Mortos. Restava apenas uma esperança para derrotar Angsaar, mas ela carregaria consigo um preço terrível para o Rei.

Capítulo 8: O Retorno do Imortal

[Os Ecos do Imortal:] Escute-me, nobre Rei de Hyperborea. Muito tempo atrás, antes da vida se desenvolver dos oceanos ferventes da esfera primordial, eu travei uma furiosa e sangrenta batalha contra o Soberano do Caos pela posse dos sagrados Cristais de Mera, fragmentos de um potencial mágico tão incrível que nem mesmo o próprio Léxico Empírio não era um prêmio à altura. Embora eu tenha obtido sucesso no ataque ao ser da escuridão e ao aprisioná-lo em sua Câmara do Sono, fui esmagado até a beira da dissolução pelas abominações do Caos, e assim eu transferi minha essência vital para a Espada, a mesma lâmina que agora você segura. Eu enviei minhas energias que se extinguiam para ocultar a espada da vista do homem até a hora em que seria novamente necessário empunhá-la contra o Caos ... sim, até a hora em que Angsaar fosse reacordado. Fui eu quem o guiou para o montanhoso local de descanso da lâmina quando meu arqui-inimigo o marcara como protagonista central de seu plano pra recuperar o Cristal Primordial, oh Rei do Norte. Para destruir completamente o Soberano Negro do Caos, você deve unir sua essência com a minha... nós devemos fundir nossas forças vitais e nos tornarmos um só, assim todo o meu poder pode ser desencadeado contra Angsaar mais uma vez. Mas este último ato demanda o mais severo dos custos, oh nobre monarca... Para tornar-se apenas um com a essência imortal da Espada das Sombras, é necessário sacrificar sua própria mortalidade para sempre, e abandonar eternamente o mundo dos homens. Você está preparado para pagar este preço, Rei de Hyperborea?

[O Rei:] Para preservar a soberania de meu reino e salvaguardar meu povo das forças das trevas? Aye! Pois minha realeza não demanda de nada menor que isto! Que seja... que este último ato seja feito!

[Os Guerreiros de Hyperborea:] IMPERIUS REX!

[Lord Angsaar:] Que gesto fútil é este? Malditos sejam, homens! Vocês não conseguem aceitar sua inevitável derrota?

[O Rei:] Vá, serviçal do Caos! Sua nêmese te aguarda! Retorne para as Trevas Exteriores!

[Lord Angsaar:] Seu tolo! Você não consegue compreender suas ações! Eu lhe ofereci o doce esquecimento, e ao invés disso você escolhera a tortuosa danação!

[O Rei:] Eu preferiria sofrer a danação por mil vezes do que dobrar meus joelhos ao Caos!

[Altarus:] E uma grande quietude desceu sobre o Campo de Sangue. Severamente, lentamente, o Rei segurou a Espada das Sombras ao alto e disse aquelas sinistras palavras de poder que foram marcadas permanentemente em sua alma. Tentáculos contorcidos de um escuro-anoitecido, energia reluzente sendo lançada da superfície da lâmina. Entrelaçando o Rei numa pulsante crisálida de fervente poder mágico. Seus olhos brilharam numa profunda luz rubra com uma radiância claramente não nascida deste mundo, e forças que pernaceram dormentes desde antes da queda da Terceira Lua finalmente despertaram de seu sono de éons atrás...

[Lord Angsaar:] Não... minha nêmese eterna, você não me frustrará! Abominações ascendam! Destruam esses mortais que nos aborrecem como o zunido de moscas aborrecem um titã! Arrastem suas imprudentes almas para o abismo!

[Os Guerreiros de Hyperborea:] Devastação é a ordem! Venham, demônios do vácuo inferior... encarem a morte nas nossas mãos!

[Lord Angsaar:] Glorioso Caos! Pelo coração cristalino de Mera eu aceito seu desafio!

[Os Guerreiros de Hyperborea:] Glória eterna! Por nosso Rei e pela sagrada Hyperborea!

[O Rei:] Nobres guerreiros de Hyperborea... Eu saúdo vossa coragem inabalável. Esta será minha última ordem a vocês. Agora venham... sigam seu Rei em batalha uma última vez. Para o combate nós cavalgamos... Pela eterna glória de Hyperborea!

[Angsaar:] O círculo se fecha... vocês não podem resistir à inegualável força do Caos e à primorosa majestade de Z’xulth! Eu desencadearei todos os horres das Trevas Exteriores contra vocês! Contemplem a verdadeira extensão de meu poder... Minha carne é um templo onde todos os demônios habitam!

Va'an Zurra, Ultaar Maaloth, Amaal-pha-gus, Me'zaa maalech!

Va'an Zurra, Ultaar Maaloth, Amaal-pha-gus, Angsaar Z'xulth!

[Os Guerreiros de Hyperborea:] Resistam! Clamem devastação pela glória e a aniquilação dos titãs do Caos! A glória da batalha finalmente está próxima! Nós lutaremos até o último homem!

[O Rei:] Por todos os deuses de Hyperborea... um legado será forjado por nossas lâminas.... nossa lenda viverá para sempre! Ouça-me, Angsaar! Minha humanidade se esvai... minha mortalidade dissipa-se como a escuridão ante do beijo brilhante do amanhecer! Vamos acabar com isto... Que esta seja nossa batalha final!

[Altarus:] E assim foi gravado no códice eterno dos céus a imortal lenda do Império Hyperboreano.

[Xerxes:] Mas mestre Altarus... qual foi o resultado do embate? Que efeito o poder do Imortal teve sobre o Rei? Ele finalmente derrotou Angsaar e os horrores surgidos das Trevas Exteriores?

[Altarus:] Ah Xerxes, ninguém sabe o resultado final da batalha. Até mesmo o Grande Olho do Universo e as Névoas do Oráculo são incapazes de averiguar o destino do Rei e de seu exército naquele fatídico amanhecer. Tantos poderes arcanos imparelháveis e polarizados foram despejados sobre o Campo de Sangue naquele instante que obscureceram permanentemente a visão do Oráculo e esconderam a verdade dos olhos até mesmo do mais talentoso e persistente mestre do Praxeum. Hoje, Hyperborea é apenas uma memória, uma lenda gloriosa que descansa no mesmo túmulo incompreensível, e assombrado, que a mítica Lemúria e a fabulosa Atlântida.

[Xerxes:] Eu farei disso uma prioridade, descobrir a verdade, mestre. Eu juro que irei canalizar todas as habilidades que aprendi aqui no Praxeum para descobrir o destino final do Rei de Hyperborea!

[Altarus:] E eu creio que você possa ter sucesso, meu jovem aprendiz. Mas qualquer que seja o caso, uma coisa é certa. Enquanto as lendas durarem no cósmos e os feitos dos heróis forem celebrados nos anais da eternidade, ninguém que olhar no amedrontador além das névoas e for abençoado a contemplá-las se esquecerá do esplendor de mil espadas brilhando sob o brazão do império Hyperboreano.

O fim...?

[Letra: Lord Byron Roberts]

[Música: Jonny Maudling]

[Tradução & Adapatção: Lucas F. Corrêa]

O Soberano Negro do Caos é Despertado no Encantado Templo de A’zura-Kai (O Esplendor de Mil Espadas Brilhando Sob o Brasão do Império Hyperboreano II)

[Altarus:] Você deve aprender a controlar sua forma espirítual, Xerxes... pois dominando a arte de atravessar as névoas você poderá viajar para muitos lugares, e muitos tempos, sem esforços. Incontáveis segredos serão destrancados a ti, e você será iluminado.

[Xerxes:] Sim, mestre... e ainda, há um reino que me intriga acima de todos os outros, uma era a qual ocupa meus pensamentos incessantemente... O que houve no combate entre o Exército Real de Hyperborea e os Espectros do Soberano Negro do Caos?

[Altarus:] Ah, sim... comande as névoas, Xerxes... olhe dentro de suas profundezas ilimitadas... conveça-as a lhe mostrarem a visão da guerra a qual você busca tão fervorosamente.

[Xerxes:] Sim... Eu vejo as forças massivas, a batalha é iminente! Quão esplêndido é o Exército Imperial encarando o inimigo... para o combate eles avançam!

Capítulo 4: O Rei Sanguinário (Os Exércitos do Império Hyperboreano enfrentam ferozmente a Horda dos Espectros)

[O Rei:]

Cavalaria Imperial... avancem! DERRUBEM-OS!

Para a batalha! Demonstrem-lhes de um jeito inesquecível a arte da guerra Hyperborana!

Lanceiros, formem a Falange Ômega.

Arqueiros, flechas afiadas, preparem-se para atirar.

Guerreiros, preparem-se... Soem a trombeta!

Escutem, filhos do glorioso Império...

Aqui nós resistiremos sobre o Campo de Sangue...

Mesmo se morrermos neste dia,

Nossa lenda viverá para sempre.

[Altarus:] E os exércitos se encontraram sobre o Campo de Sangue que estendia-se sem vida ante a milenar cidadela a qual os homens chamavam de Templo de A'Zura-Kai, um lugar misterioso e malévolo localizado em furiosos presságios de terror lendário...

Sim, a carnificina daquele primeiro embate foi fenomenal. A Cavalaria Hyperboreana rasgou gloriosamente dentro das fileiras frontais dos guerreiros das sombras, o encantamento do Cristal de Mera deixando a escamosa pseudo-carne dos espectros completamente vulnerável ao aço das legiões reais. O próprio rei cavalgou até o front do massacre, sua encantanda lâmina-ébano decepando dez à esquerda e multilando dez à direita. Seus impiedosos olhos brilhando sob seu plumoso elmo com chifres. O momento daquele primeiro ataque jogou os seres negros em uma desordem gritante, e a vanguarda do Caos caiu ante o trovejante resultado do ataque Imperial. Mas as venenosas e maléficas lâminas dos espectros tomaram sua praga sobre os Cavaleiros Hyperboreanos.

Alcançandos por espadas e lanças leprosas, homens e montarias caíam gritando para a terra empoeirada, onde eles eram impiedososamente destroçados e devorados pelas mandíbulas salivantes dos servos do Soberano do Caos. Sim, gloriosa era a coragem dos guerreiros reais, admirável era seu vigor... para cada Cavaleiro Imperial tombado para os seres negros, cinco espectros encontravam sua morte sob o abate do aço real. E ainda, não era o bastante. Como uma suavizante maré, as sombras cercaram a cavalaria, e o rei ensaguentado ordenou aos Hyperboreanos que limpassem a área e reagrupassem. Então, com rajadas de flechas como seu mensageiro, e a Oração de Batalha de Hyperborea em seus lábios, a Guarda Imperial marchou para o voraz abraço do combate, e nunca na impiedosa e sangrenta História das Batalhas houve uma luta a rivalizar-se com a massacrante magnetude deste íncrivel combate...

[O Arce-Espectro:] Servos do Caos, despedaçem suas carnes, esmaguem seus ossos, devorem suas almas!

Capítulo 5: Devastação no Templo de A'zura-Kai

[O Rei:]

Avante com as lâminas brilhantes de suas lanças,

Presentei-os penetrando com o aço frio em seus corpos,

Tombem apenas quando seus corações cessarem de bater,

Homens de Hyperborea.

[Altarus:] Ao comando do Rei, a trombeata soou, movendo os resistentes veteranos de batalha do Exército do Sétimo Pântano para os flancos para unirem-se aos remanescentes da Cavalaria Real. Como uma tempestade purificante, as Forças Imperiais aliadas avançaram em meio aos espectros para dar a morte certeira a seus inimigos das trevas. Mas naquele momento, o terror negro desceu gritando do céu do crepúsculo... enxames uivantes de demônios alados, atirados diretamente do maligno peito de Lord Angsaar, atacaram com razantes com suas garras afiadas pelo combate. Sitiados homem-a-demônio sobre o campo, e preocupados com os gritantes horrores do Soberano do Caos, o Exército Hyperboreano começara a gaguejar, e a tombar. E então, contemplando a carnificina, o Rei ergueu sua mão esquerda ao alto, segurando o Cristal de Mera, e em sua manopla direita ele brandiu a Ruína de Angsaar, a ameaçadora Espada das Sombas outrora portada pela imortal nêmese do Soberano do Caos... e ele disse em alto tom palavras cheias de terror e viculadas a milênios, palavras de invocação as quais somente ele ouvira nas profundezas adentro das sombrias e amaldiçoadas Montanhas dos Mortos...

[O Rei:] Pelos escurecedores poderes da Espada das Sombras, eu invoco a fúria da tempestade para destruir as massivas Legiões do Caos!

[Altarus:] E ao som destas temíveis Palavras de Poder, os céus se abriram largamente em fúria, e tentáculos ferventes de raios destruidores foram exoneravelmente lançados direto dos céus arrastando e destruindo as massivas hordas do Caos...

[Xerxes:] E os temíveis feitiços que ele aprendera da Montanha... Suas conjurações venceram a batalha para as legiões do Rei?

[Altarus:] Os demônios foram atingidos por uma estupefata explosão de encantamentos arcaicos, o poder dos feitiços foram inexplicavelmente aumentados pelos encantos do Cristal. Os Espectros foram repentinamente derrotados pelas magias antigas, deixando o campo de batalha uivando seus anátemas e suas maldições contra o Rei, e os horrores alados caíram tostados ou ainda queimando dos céus enfurecidos. Mas as distorcidas maquinações do traiçoeiro Caos haviam preparado para o Rei um último golpe neste temível confronto... sim, o Soberano do Caos reservara seu mais abominável ataque até o fim...

Capítulo 6: O Despertar do Caos

[Lord Angsaar:]

Voem meus alados sentinelas da noite,

Tragam a mim o Nono Cristal do Poder,

Para que eu possa finalmente ser livre uma vez mais...

Venha então, mortal! Ouse testar esta maldita lâmina de aço negro contra mim se for corajoso! Oh grande rei, seu lamentável exército será varrido ante minha ira! Ao amanhecer, dez mil morrerão!

[O Rei:] Pela eterna glória de Hyperborea!

[Altarus:] Atacando dos céus que se enegreciam rápidamente, o Arce-Espectro de Angsaar, que assistia a batalha com seus brilhantes olhos inumanos, saltou em um ataque e golpeou o rei, cobrindo-o com suas asas escuras e levando suas garras de aço dilacerante contra a armadura dourada do rei. E ainda não era a vida do Descendente Real de Hyperborea que o demônio buscara naquela fatídica noite, ao invés disso buscara o que o Rei segurava em seu punho metálico... o Cristal de Mera. Puxando a brilhante jóia pré-diluviana de seu guardião, o Arce-Espectro soltou suas asas de couro e com um razante voou em direção ao brilho profundo com uma cacafônica risada de vitória, deixando o Rei rugindo em ira para trás.

[Xerxes:] Mas o que Angsaar queria com o Cristal? Sei que ele batalhou contra sua nêmese imortal pela possessão das gemas místicas muitos éons atrás... mas que uso teria apenas uma das jóias para ele?

[Altarus:] Após erguer-se de sua Câmara do Sono, o poder do Soberano do Caos estava terrívelmente esgotado... e ele estava incapaz de se aventurar além das paredes obsidianas de sua Citadela das Sombras, sendo forçado a comandar seus espectros e demônios para que completassem seus esquemas doentios para seu beneficío. Quando ele descobriu que os magos da Corte Real de Hyperborea tinham em sua posse a Nona Jóia da Confederação Galáctica de Mera, a mais poderosa de todas as chaves cristalinas da Matriz Psiônica Epsilon, ele começou a elaborar um complexo plano do qual ele ganharia a gema e facilitaria sua libertação, quebrando suas algemas e permitindo-o um reinado livre para espalhar sua vil influência pela terra uma vez mais. Utilizando de toda a extensão de sua encantanda arte-negra de controle mental, Angsaar conseguiu implantar espiões e traidores dentro da Corte do Rei, e assim colocou em prática uma cadeia negra de eventos traiçoeiros criados para trazer os Exércitos de Hyperborea para lutar em um lugar cuidadosamente pré-determinado... o Templo de A’zura-Kai... uma antiga cidadela construída sobre o local onde, muitos milhares de anos atrás, uma das carruagens estrelares da Confederação Galática foi violentamente arremessada para a Terra pelos tempestuosos céus de uma poderosa tempestade-mágica galáctica... um lugar onde as energias estrelares nascidas do Cristal Primordial seriam aumentadas, se possuídas em sincronia com os encantamentos arcanos corretos, dos quais somente Angsaar sabia...

[Xerxes:] Então a batalha, a derrota dos espectros, tudo aquilo foi meramente um truque... um esquema implementado pelo Soberano do Caos meramente para realizar sua ambição final de quebrar as algemas místicas?

[Altarus:] Aye... o Templo atuaria como um portal, um portão aberto pelo poder do Cristal, uma enorme abertura na barreira dimensional através da qual Angsaar poderia finalmente escapar do cárcere de sua citadela. E enquanto o arce-espectro planava pelos ventos noturnos em sua jornada de retorno ao seu mestre maligno, o Cristal Primordial prendido em suas garras ensanguentadas, o Rei soube, enquanto assistia o Templo de A’Zura-Kai começar a brilhar com uma grande e omniscente luminescência sideral, que naquela véspera cheia de batalha ele havia derrotado uma temível ameaça no Campo de Sangue apenas para despertar um inimigo infinitamente mais terrível... Porém o Soberano do Caos não havia contado com o poder da coisa que ele mais temia... a única coisa da qual havia um pequeno brilho de esperança de arruinar seus temíveis planos e restaurar ordem à gloriosa Hyperborea...

[Xerxes:] Sim, a única chance... a última esperança de vitória...

[Altarus:] A Espada das Sombras. Evidentemente era mais uma vez a temerosa inteligência extra-dimensional ligando a espada e a gema, a excência cristalina a qual guiara o Rei para o montanhoso local de descanso da lâmina ébano, e que protegera a presença da encantanda arma imortal de seu inimigo até ser trazida para atuar no campo de batalha, essa ligação mágica colocada dentro da Nona Gema pelo Imortal se em qualquer momento o poder da Espada das Sombras fosse novamente necessário para ser usado contra o Caos! E com o Arce-Espectro desparecendo no escuro maciço, aquele pedaço de temeroso aço negro falou mais uma vez com o Rei na mesma longíngua língua morta que ardera em sua mente dentro das profundezas das Montanhas dos Mortos, a essência do Imortal místicamente lacrada no interior da lâmina instruindo o Herdeiro Real de Hyperborea a colocar a si mesmo numa última e cataclísmica tarefa... uma tarefa da qual terminaria com as aspirações do Soberano do Caos para sempre, ou imergir Hyperborea e os reinos do mundo em um interminável abismo de sofrimento eterno e vorazes turbilhões de canificina sem fim e horror galactíco...

[Xerxes:] Qual era a tarefa? O que podeira deter o Soberano do Caos? Eu devo saber o resultado deste confronto!

[Altarus:] A visão começa a escurecer... as névoas uma vez mais tecem seu feitiço para proteger seus segredos perdidos no tempo. Pratique sua arte, Xerxes... melhore suas habilidades, e o resultado final deste conto épico logo será de seu conhecimento...

[Letra: Lord Byron Roberts]

[Música: Jonny Maudling]

[Tradução & Adapatção: Lucas F. Corrêa]

Continua em: Clamem Devastação pela Glória, e a Aniquilação dos Titãs do Caos (O Esplendor de Mil Espadas Brilhando Sob o Brasão do Império Hyperboreano parte III)