sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O Esplendor de Mil Espadas Brilhando Sob o Brasão do Império Hyperboreano

[Altarus:] Olhe profundamente pelas névoas com seus olhos-espírituais, Xerxes... olhe para longe, e diga-me o que vê.

[Xerxes:] Eu vejo uma terra distante ao norte... um vasto império de terras negras sem fim e montanhas coroadas de neve... uma terra de cidades protegidas e reis-guerreiros que saúdam Deuses destemidos.

[Altarus:] Olhe bem, Xerxes, escondidos pelas névoas estão os iluminados vales de Hyperborea...

Capítulo 1: O Sonho do Rei

Pelo cetro de onyx de meus ancestrais, o ar está agitado com agouros de destronamento... no caminho o grande medo assim profetizado! Em um sonho eu fui convocado a montar o unicórnio de olhos prateados até o Anel de Pedras... Lá um aglomerado de lodo viscoso me atacou violentamente, enquanto trombetas e chifres cantavam a canção de minha desintegração... E da usrpação de meu antigo trono azul. Assassinos invadiram os salões anoitecidos de meu palácio... lâminas e cálices envenenados cercam-me. Eu estava sedento por um balsámo, mas minha sede foi extinta por um gole envenenado. O braço que segura minha espada foi amarrado pelos tentáculos da lentidão... Encantado pelo brilho do abismo... Carregado sobre asas de um temor labirintico... Eu acordo! Eu procurarei o conselho do Sacerdote, guardião dos antigos pergaminhos da sabedoria, e dos Cristais do Poder...

[As Palavras do Sacerdote:] Meu soberano, grande e leal rei... as névoas desfecham seus segredos... você está destinado a possuir um grande poder negro. Beba profundamente das poções do boticário, pois agora eu presenteio-te com um fragmento do místico Cristal de Mera... sagrado artefato dos magos Atlantes, ganho em batalha pelas nossas legiões. Meu soberano, o Cristal de Mera desacobertará a verdade que vaga escondida em vossos mais assombrados sonhos febris...

[A Voz do Prenúncio:] A terra lavou-se com sangue espirrado, e vísceras rasgadas caíam adiante, dos mortos quebrados... Comiam rapidamente a terra com a carne enegrecida com garra e mandíbula da guerra... abrindo os estômagos dos vermes famintos.

[O Rei:] O Cristal ilumina segredos negros, a verdade é conhecida... uma terrível e antiga ameaça é lançada contra mim. Escutem, o som que está acima dos ventos, agora o chamado às armas está sobre todos nós, Determinados guerreiros, peguem vossas lanças e afiem vossas espadas brilhantes. Arqueiros, ponham as cordas em vossos arcos, bravos cavaleiros, celem as rédias da guerra, A glória da batalha finalmente se aproxima , nossa bandeira voará neste dia, em vitória!

Meus guerreiros, neste dia um legado será escrito por nossas lâminas, decretado pelos Deuses, abençoado pelo sangue de inimigos desaparecidos. Nosso destino se aproxima....

[Lord Angsaar, Soberano Negro do Caos:] Venha, grande rei de Hyperborea, marche contra mim com suas esplendidas legiões e espadas reluzentes. Eu, o Veneno dos Reis Atlantes, o Flagelo de Lemúria, Arquinimigo dos Imortais de Ultima-Thule, lhe esmaguarei! Eu jogarei mil pragas sobre seu reino, e criarei uma devastação nunca antes contada e uma carnificina sangrenta até eu ter o seu trono... e a sua alma!

Capítulo 2: O Legado dos Imortais

[Altarus:] E então, os flancos se encheram de esplendorosas bandeiras azuis, um vasto exército marchava para os grandes muros da Cidade Imperial de Hyperborea, e à frente das poderosas legiões, montando um cavalo de guerra negro, cavalgou o rei, a luz do sol brilhava em sua esplendida armadura... compelido por sonhos e guiado pelo Cristal de Mera...

[Xerxes:] Onde? Onde o caminho do rei o levou?

[Altarus:] O rei estava determinado a liderar suas forças para as sombias Montanhas dos Mortos, um lugar estranho e protegido, citado em lendas escuras e antigas. Sozinho, ele galopou adentro da abertura vazia de uma imensa caverna formada ao lado da montanha mais alta, por mãos desconhecidas de incontáveis eras atrás. Por três dias e noites completas, ele não emergiu da caverna, até que, finalmente, ele cavalgou para a frente da montanha antiga mais uma vez , um terrível conhecimento sombreava seus olhos gelados, e possuindo em seu punho uma imensa espada negra, uma magnífica lâmina ébano a qual nenhum ferreiro humano jamais forjara. Temíveis poderes mágicos estalavam do aço negro, dançando sobre sua afiada lâmina gravada... e sua empunhadura em forma de dragão, cravejada de jóias, sussurou segredos arcanos ao rei em uma estranha lingua-anciã.

[Xerxes:] Mas mestre, quais poderes esta lâmina possuía? Que segredos ela contou?

[Altarus:] Muitos séculos atrás, antes mesmo das Grandes Guerras entre os antigos reinos de Atlantida e Hyperborea cessarem, Lord Angsaar conseguiu erguer-se de sua tumba e batalhou com um imortal e poderoso guerreiro-shaman pela posse dos antigos Cristais de Mera, gemas místicas de inigulável poder mágico. Angsaar, com seus poderes aumentados pelas forças das Trevas Exteriores, atacou seu inimigo até a beira da destruição... mas com sua magia fadando-se, o imortal transferiu misticamente sua essência vital para sua grande espada negra, e espalhou os cristais mágicos através da galáxia, deixando Angsaar com uma vitória insignificante e forçando-o a voltar uma vez mais para a sua escura Câmara do Sono. A espada esteve perdida por séculos, assim como os cristais, até que a única gema que restou neste mundo foi descoberta no fundo dos mares nórdicos por um antigo feiticeiro atlante, E a espada... lendas falavam de como seu local de descanso final seria conhecido pelos sacerdotes do último cristal somente quando o poder da lâmina fosse necessário para lutar conta o Soberano do Caos. Este foi o último e mais poderoso feitiço do imortal... ao redespertar de Angsaar, as misticas energias e a incansável força vital colocadas dentro da lâmina seriam transferidas para seu possuidor... sim, aquele que descobrir a Espada das Sombras seria presenteado com o poder do imortal, e pela arte dos feiticeiros anciões, ele lutaria com sua antiga nêmese mais uma vez...

[Xerxes:] Então uma batalha cataclísmica se aproximava!

[Altarus:] E então, de sua Citadela Negra, o Soberano do Caos enviou sua Horda de Mortos-Vivos para enfrentar o exército do rei...

Capítulo 3: A Chegada aos Campos de Sangue

[O Rei:] Contemplem, uma legião de mortos-vivos demníacos recebe-nos no campo de batalha! Enfrente-me, Flagelo de Lemúria, pois eu porto tua ruína: a Espada das Sombas... (e magias sombrias agora me fortalecem com uma força tempestuosa!) Escutem, o som que está nos ventos, agora o chamado das armas está sobre todos nós, A glória da batalha finalmente se aproxima, para o combate nós avançamos!

[Xerxes:] O resultado, mestre... quem deixou o campo vitorioso? O rei prevaleceu?

[Altarus:] As névoas começam a dispersar-se, Xerxes... por ora, as imagens se esvaiam. Este conto terá de esperar até outro dia...

[Letra: Lord Byron Roberts]

[Música: Jonny Maudling]

[Tradução & Adapatção: Lucas F. Corrêa]

Continua em: O Soberano Negro do Caos é Despertado no Encantado Templo de A’zura-Kai (O Esplendor de Mil Espadas Brilhando Sob o Brasão do Império Hyperboreano parte II)

TOLKIEN METAL!

Esta é uma ambição minha: reunir a maior coletânea de músicas sobre o universo de Tolkien possível! Aqui segue o que eu já achei na ordem banda, álbum e música. Os que estão escrito "discografia" é por que TODAS as músicas são Tolkien-related. Quem se interessar, fique livre pra baixar, e se alguém souber de algo que tenha me escapado, agradeço.

Ainur - discografia (From Ancient Times, Children of Húrin, Lay of Lethian)

Ainulindalë - The Lay of Lethian

Archangel - The Akallabêth

Avathar - DISCOGRAFIA (Where Light and Shadows Collide, Shadows, A Storm Coming, Where Wicked Winds Blow, Beyond the Spheres of Mortal World, To the Halls of Await, From the Other Side, For What Dwells Behind the Mist, Forlorn, Dark Paths)

Batllelore - Discografia (...Where the Shadows Lie, Sword's Song, Third Age of the Sun, Evernight, The Last Alliance, Doombound)

Battleroar

To Death and Beyond... - DragonHelm

Blind Guardian:

Battallion of Fear - Majesty, Wizard's Crowm, Run For the Night, By the Gates of Moria, Gandalf's Rebirth

Tales From the Twilight World - Lord of the Rings, Lost in the Twilight Hall

Somewhere Far Beyond - The Bard's Song - In the Forest, The Bard's Song - The Hobbit

The Forgotten Tales - Lord of the Rings (Orchestral Version)

Nightfall In Middle-Earth (PROCURE COM A MÚSICA BONUS Harvest of Sorow)

Cruachan

Pagan - The Fall of Gondolin

The Morrigan's Call - Ungoliant, Shelob

Debauchery

Kill Maim Burn - The Fall of Gondolin, The Fifth Battle

Demons & Wizards

Touched by the Crimson King - Seize the Day, Lunar Lamment

Drakkar

Razorblade God - Galadriel's Song

Enya

Sherpherd Moons - Lothlórien

The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring Soundtrack - May It Be, The Concil of Elrond (Theme for Aragorn and Arwen)

Led Zepellin

Led Zepellin II - Ramble On

Led Zepellin IV - The Battle of Evermore


Lorien

Secret of the Elders - The Voice of Saruman

From the Forest to the Heavens - Light of Valinor

Lothlöryen

Of Bards and Madmen - The Bards' Alliance, There and Back Again, Namärie

Some Ways Back No More - My Mind in Mordor, We'll Never Be the Same, Hobittcon, Hobbit's Song

Minhyriath - DISCOGRAFIA (Gondolyn, Grohnd)

Rick Wakeman - Songs of Middle Earth

Rivendell - DISCOGRAFIA (The Ancient Glory, Elven Tears, Farewell - The Last Dawn)

Sabaton

Metallizer Re-armed - Shadows

Saurom Lamderth - Sombras Del Leste

Summoning - DISCOGRAFIA (Lugburz, Minas Morgul, Dol Guldur, Nightshade Forests, Stronghold, Let Mortal Heroes Sign Their Fame, Lost Tales, Oathbound)

Tengwar - DISCOGRAFIA (Tengwesta Quendion, The Halfing Forth Shall Stand)

Winterfell - Winter is Coming - The Will of the Ring


fonte: metal-archives.com

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O Primeiro Quadro

Capitulo 2:O Primeiro Quadro

Entro no carro, bato a porta com fúria, reinclino minha cabeça no banco, solto um suspiro e dou um trago. Será que isso não vai acabar nunca? Lembro-me como se fosse ontem...

Tudo começou há dois meses, no que parecia ser um dia comum de trabalho. Estava tudo como sempre: as amplas janelas da delegacia viradas para o oeste com o sol a bater por entre os vidros espelhados, a cacofônia telefônica tocando suas notas descompasadas sem parar, estagiários levando pilhas de papel e dezenas de pen-drives pra lá e pra cá, vermes sujos de drogas no saguão, o aroma de café por toda a parte. Emerich e Bullock analisavam o catálogo de armas, o inspetor Garland conversando com o delegado sobre a pescaria do fim de semana. Eu olhava para baixo, pela janela, vendo o trânsito da cidade, infectando a paisagem com sua massa negra de carbono.

Até que Martha recebe um chamado de um crime relativamente feio. Quando se diz isso, nós geralmente achamos que é algum veterano de guerra que pirou e matou a família, isso é mais comum do que se pensa. Disse que o caso era meu e fui com Emerich e o Dr. Garry, junto com o resto da criminalistica. O foresncis é bem rápido ao pegar suas coisas: Máquinas fotográficas, sacos plásticos, fitas de contenção, líquidos coloridos, o básico. Deviam ter levado sacos de vômito.

Eram aproximadamente quatro horas da tarde quando chegamos. O pessoal do Garry começou o serviço de sempre. Era uma casa pequena, bem comum, havia uma janela redonda bem acima da porta entre-aberta. A vizinhança estava relativamente calma. Enquanto o pessoal entrava, fui com Emmerich pegar a ficha da vítima com os guardas locais. Foi aí que percebi que havia coisa errada: eles estavam brancos, seus olhos pareciam nunca piscar, o medo cravado em suas íris. Mas antes de indagar qualquer coisa sobre a vítima, um grito é ouvido de dentro da casa. Emmerich e eu já sacamos nossas armas (o aço frio de meu bom e velho Magnum .357) e entramos pela porta.

Não havia ninguém além da criminalistica, o grito era de Maureen, o braço direito do Dr. Garry, ela estava em choque, a pele branca como a neve, seus olhos pareciam terem acabarado de contemnplar o próprio coração do inferno. Lágrimas de pavor corriam-lhe o rosto, sua boca estava manchada de vômito. “Em 28 anos de criminalistica, ela já vi de tudo, inclusive uma mãe que matou as filhas com uma motoserra e depois decepou a própria cabeça! Mas nada... nada... se compara a... a... isso!”-- disse ela. E tinha razão.

A porta para a sala de estar estava fechada. Com um certo receio, abri e imediatamente vomitei, não estava preparado mesmo para o que encontrei: sangue em todas as paredes, mas não espalhado como num matadouro... parecia... pintado! Em cima da estante de TV, havia um torso humano, sem braços, sem pernas, sem cabeça, amarrado por arame farpado. Havia dezenas de cortes no torso, todos eles feitos com precisão cirurgica, pequenos porém fundos, não foram feitos com uma faca, quem fez isso, usou um bisturi ou algo do tipo e sabia exatamente o que estava fazendo. Mas não foi isso que assustou os peritos.

Bem na nossa frente, havia uma espécie de escultura, feita com os pedaços da vítima: as duas pernas estavam ajoelhadas, os braços em estendidos, com os o cotovelos dobrados, como se estivesse oferencendo algo. Os braços estavam colados com as pernas, fundidos pelos ombros ao lado de cada coxa, ao que tudo indicava por um maçarico. O cheiro de carne humana queimada era forte, e um dos cheiros mais nauseantes existentes. Mas o que botou Maureen e eu a vomitar não foi isso, não, faltavam pedaços dos braços e pernas, nem foi necessário a necropsia para saber, era claramente visível: os pedaços foram arrancados a dentadas! Nas mãos mordiscadas, havia a cabeça do indivíduo, seus olhos estavam perfurados. Dava pra reconhecer da ficha: John Harper, solteiro, 32 anos, ia se casar em duas semanas. Sem inimigos, ou dívidas, feliz com a vida que tinha. Não havia ninguém que quisesse sua cabeça por algum motivo.

Então, um dos peritos reparou que, no chão, próximo a escultura, um tapete manchado de sangue, mas tinha alguma coisa a mais... parecia uma escrita, mas não fazia sentido, e apenas uma palavra... “Uma assinatura!”, disse Emmerich. Sim, de fato, parecia isso. Não estávamos mais num caso de assassinato, estávamos pulando de cabeça numa caçada a algum doente que se acha um artista. Dois meses se passam, e mais mortes ocorrem.

Ligo o carro e dou uma olhada para a casa da família, a névoa encobrindo os últimos carros de policía e ambulâncias que vão saindo... os próximos serão oito. Isso tem que parar, isso é doentio demais até para nós! Essa máquina de arte insana há de parar, e eu serei o bastão que fará suas engrenagens travarem.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Pincel Macabro

Capitulo 1: O Pincel Macabro.

Era uma noite fria e desolada.... estava lá eu, em mais um dia de folga cortado. O vento me cortava o rosto, as sirenes reluziam no rosto de Bullock. Os criminalistas entravam e saiam como formigas loucas para levar comida para sua gorda rainha. A multidão de curiosos se aproximava por detrás das faixas de contenção.

Finalmente um laudo: Sete mortos. Levaram meia hora pra achar todos os pedaços... Bullock e eu entramos. Bullock vomita. O cheiro de sangue nas paredes é forte. Em cima de um abujur, uma cabeça. A face desfigurada, toda enrugada e ensaguentada com centenas de furos na face. A tampa da cabeça aberta. O cérebro estava... bem, não tenho como descrever. Parecia uma espécie de escultura sinistra.

Entramos na sala de estar. A luz dos abujures deixava tudo mais solene, seria uma casa bem confortável, um sofá de couro branco bem aconchegante... se não fosse pelos estômagos jogados nele. No chão, símbolos desenhados com sangue. Acendo um cigarro. A fumaça cancegírena ajuda a apagar o cheiro de corpos. É então que vejo a estante de TV. Sete torsos humanos, desmembrados, abertos, com órgãos caindo, amarrados com arame farpado. Qualquer um ficaria surpreso. Não eu, não minha equipe. Já é o sétimo desses. A única diferença é a contagem dde corpos... e a abominável escultura cerebral no abajur.

Vamos até um dos quartos. E dessa vez o maldito se superou. Braços e pernas espalhados, com pedaços arrancados a dentadas. Mas com uma novidade: estavam com merda. O maldito cagou num canto e usou a própria merda pra fazer a sua “arte”. Outras seis cabeças estavam sobre a cômoda. Três delas fundidas por um maçarico formando uma arte bizarra. Outras duas, com a face desfigurada, cheias de facadas, assim como aquela do abajur, já sem olhos. A última, a de uma garota, jovem, linda, loira, não devia ter mais de 23 anos. Estava intacta, mas com um porém: havia sêmem sob seu pescoço cortado. Deus, o cheiro era horroroso.

Jogo minha bituca de cigarro e imediatamente acendo outra. É melhor morrer de câncer do que morrer desse jeito. Já faz dois meses que estamos caçando esse demnte. E juro pela minha vida que o detetive Lars Grodonnar não vai descançar até ter a garganta do desgraçado estar cortada.

sexta-feira, 25 de março de 2011

De Heroísmos e Como Isso Me Tornou O Que Sou

♫Even though the storm calmed down
The bitter end

Is just a matter of tiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiime?

Desde a mais terna idade eu me sinto diferente. Eu nunca quis ser jogado de futebol ou bombeiro. Nunca subi em árvores ou nadei em rios. Eu sequer sei andar de bicecleta e aprendi a amarrar meus tênis aos 14 anos.

Mas eu queria ser um herói! Não importa que tipo: espalhafatoso como os Power Rangers, valente e destemido como o Capitão América, silencioso e sombrio como o Batman ou mau e durão como Hiei e Wolverine.

Sim, toda a criança tem seus heróis, mas quando chegam a puberdade, ela geralmente os abandona. Isso é algo MUITO triste. Porque junto com os heróis, elas deixam de sonhar. De sonhar com um mundo melhor.

Claro, alguns de nós nunca os abandona, e conforme vamos crescendo, nossos heróis também: Surgem novos heróis, mais reais, com preocupações maiores: Frodo, Aragorn, Roland de Gillead, Solid Snake, Rei Leônidas, Tuor, Túrin... Os heróis da infância vão se revelando cada vez mais complexos e profundos: de repente a gent descobre que o Batman não é só pular no Bat-Móvel: ele tem um filho, um Robin morreu, a Batgirl ficou aleijada depois que o Coringa atirou nela e tentou estuprá-la. O Capitão América e o Homem de Ferro lideram exécitos para se degladiarem!

Sim, caro leitor inexistente (por que ninguém vai ler isso), os heróis são bastante complexo!

Mas o que é um herói? O que o faz ser heróico? A resposta é simples: não são seus poderes, nem suas roupas, nem sua coragem. O que faz um herói ser um herói é o AMOR.

Um herói é alguém que ama o próximo mais do que a si mesmo. É alguém que põe a sua vida em risco, enfrentando de perigos cotidianos até coisas que não podemos imaginar. É alguém que ama tanto seus semelhantes que vive por eles e não está nem aí de perder a vida, se isso trouxer um mundo melhor para quem ama. Heróis como o Batman e o Justiceiro são movidos pela vingança, mas essa é apenas a forma de amor deles: eles continuam amando as pessoas especiais mesmo depois da morte.

Eu cresci com esses conceitos, eu cresci com esses valores. Isso pra mim é amar: é amar alguém mais do que a si próprio. É abrir mão de sua vida por alguém que você quer ser feliz. Sem pedir NADA em troca, nem mesmo que a pessoa que te ame te ame mais que a si mesma. Aliás, seria besteira pedir isso, afinal, essa pessoa é tão especial que ela merece se amar.

Só que os heróis também são humanos... ou mutantes, ou aliens, mas ainda assim, ainda são falhos, ainda erram. Só que ao contrário das pessoas normais, eles preferem concertar seus erros. O Homem-Aranha revelou sua identidade depois que uma escola foi pelos ares. Eles concertam os erros pq vidas dependem disso. pq a vida de que eles amam depende disso! Eles também não são imortais, alguns até são, mas ainda assim eles sofrem, eles sangram, eles erram, mas eles estão sempre de cabeça erguida, não por eles, mas por aqueles que amam.

Aprendi que muitas pessoas acham que deve amar a si mesmo antes de amar os outros... Mas... um herói deve amar a si mesmo? Porque uma pessoa que põe a si mesmo acima dos outros iria arriscar sua vida? Isso não computa. Amor próprio é egoísmo, ao meu ver. Ou talvez não seja, mas existem pessoas que nascem sem isso justamente para salvar a vida daqueles que ama mais que a si mesmo. É assim que eu escolhi viver e será assim que morrerei.