Capitulo 1: O Pincel Macabro.
Era uma noite fria e desolada.... estava lá eu, em mais um dia de folga cortado. O vento me cortava o rosto, as sirenes reluziam no rosto de Bullock. Os criminalistas entravam e saiam como formigas loucas para levar comida para sua gorda rainha. A multidão de curiosos se aproximava por detrás das faixas de contenção.
Finalmente um laudo: Sete mortos. Levaram meia hora pra achar todos os pedaços... Bullock e eu entramos. Bullock vomita. O cheiro de sangue nas paredes é forte. Em cima de um abujur, uma cabeça. A face desfigurada, toda enrugada e ensaguentada com centenas de furos na face. A tampa da cabeça aberta. O cérebro estava... bem, não tenho como descrever. Parecia uma espécie de escultura sinistra.
Entramos na sala de estar. A luz dos abujures deixava tudo mais solene, seria uma casa bem confortável, um sofá de couro branco bem aconchegante... se não fosse pelos estômagos jogados nele. No chão, símbolos desenhados com sangue. Acendo um cigarro. A fumaça cancegírena ajuda a apagar o cheiro de corpos. É então que vejo a estante de TV. Sete torsos humanos, desmembrados, abertos, com órgãos caindo, amarrados com arame farpado. Qualquer um ficaria surpreso. Não eu, não minha equipe. Já é o sétimo desses. A única diferença é a contagem dde corpos... e a abominável escultura cerebral no abajur.
Vamos até um dos quartos. E dessa vez o maldito se superou. Braços e pernas espalhados, com pedaços arrancados a dentadas. Mas com uma novidade: estavam com merda. O maldito cagou num canto e usou a própria merda pra fazer a sua “arte”. Outras seis cabeças estavam sobre a cômoda. Três delas fundidas por um maçarico formando uma arte bizarra. Outras duas, com a face desfigurada, cheias de facadas, assim como aquela do abajur, já sem olhos. A última, a de uma garota, jovem, linda, loira, não devia ter mais de 23 anos. Estava intacta, mas com um porém: havia sêmem sob seu pescoço cortado. Deus, o cheiro era horroroso.
Jogo minha bituca de cigarro e imediatamente acendo outra. É melhor morrer de câncer do que morrer desse jeito. Já faz dois meses que estamos caçando esse demnte. E juro pela minha vida que o detetive Lars Grodonnar não vai descançar até ter a garganta do desgraçado estar cortada.
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